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Ernesto de Sousa: Um Interventor Plural no Mundo das Artes - FLUL CEC

Jornada Ernesto de Sousa FLUL CEC
30 de Novembro
Sala B2 (biblioteca)


MANHÃ

10:30
Projecção do filme
«Dom Roberto», de Ernesto de Sousa (102 mnts)

12:15-13:00
Debate com o público.
Moderação de Fernando Guerreiro e Mário Jorge Torres

TARDE

14:30-14:40
Abertura

14:40-15:05
Are You Innocent? 
Isabel Alves (CEMES)

15:05-15:30
“Grupo Acre Fez”: Arte Urbana Antes do Tempo.
Paula Mendes Coelho (CEC)

15:30-15:55
Revolução e Estética Total.
Emília Tavares (MNAC)

15:55-16:10
Debate

16:30-16:55
Révolution Je T’aime Encore.
A Revolução Permanente de Ernesto de Sousa.
Mariana Pinto Dos Santos (IHA-NOVA FCSH)

16:55-17:20
Das Heterogeneidades de Ernesto de Sousa à Obra de Arte como Sujeito.
José Miranda Justo (CFUL)

17:20-17:45
A Operação Estética.
Hugo Canoilas (Artista Plástico)

17:45-18:00
Debate

18:00-18:10
Encerramento

Mariana Pinto dos Santos 

Título: Révolution je t’aime encore. A revolução permanente de Ernesto de Sousa

Resumo: Proponho abordar o carácter de «revolução permanente» que se pode identificar nas propostas, reflexões e atitudes artísticas de Ernesto de Sousa ao longo do seu percurso, focando em particular o papel que a fotografia — e correlativa montagem — teve no desenvolvimento da sua concepção de arte; e como essas propostas, reflexões e atitudes acompanharam, de forma desalinhada, os debates seus contemporâneos. Serão abordados a apropriação, reciclagem e diálogo inter-cronológico que enformam grande parte da sua produção artística, mas postos em relação com acontecimentos políticos e artísticos, tendo em conta o papel que estes puderam ter na reactualização e reconfiguração permanente de uma ideia de arte politizada.

Hugo Canoilas 

Título: A Operação Estética

Resumo: “Operador estético” é o nome que Ernesto de Sousa utilizou para qualificar a sua actividade, que excede a soma das actividades de artista, curador, historiador, crítico, realizador, etc.

O “operador estético” funciona em prol da cena artística alastrando a sua intervenção para o quotidiano – o real, e as pessoas nesse real. A sua actividade é desenvolvida em função de um todo – que engloba o desenvolvimento da cena artística e o mundo lá fora, sendo desta forma responsável pelo desenvolvimento heteróclito da sua obra.

Isabel Alves 

Título: ARE YOU INNOCENT? 

Resumo: A partir desta questão Ernesto de Sousa elabora o projecto de inquérito, não concluído, I am Innocent. O trabalho compreendia quatro fases: envio de inquérito com as perguntas "Are you innocent?", "Are you guilty?" e "Whose guilt is it?", baseadas no Livro de Job; trabalho sonoro colectivo com músicos e amigos de centros internacionais dedicados a estudos intermedia; elaboração de uma escultura colectiva, recorrendo ao vídeo, computadores e meios artesanais; e criação de uma plataforma de discussão sobre o tema e o desenvolvimento deste trabalho. Ponto de partida para um olhar sobre a atividade intermédia do autor.

Emília Tavares 

Título: Revolução e Estética Total

Resumo: Ernesto de Sousa problematizou, de forma consistente, o papel dos mass media e de uma nova cultura visual na construção de uma revolução social e estética.

Esta comunicação abordará os aspectos fundamentais dessa teorização em contexto com a história da arte portuguesa da época, caracterizando-a também no quadro dos confrontos ideológicos que Ernesto de Sousa encontrará no seio das directivas culturais da Revolução de 1974.

José Miranda Justo 

Título: «Das heterogeneidades de Ernesto de Sousa à obra de arte como sujeito»

Resumo: Ernesto de Sousa foi, a vários títulos, um heterogéneo. Foi-o na imensa proliferação de actividades que levou a cabo, foi-o igualmente na sua atenção voluntariamente dispersa por inúmeras manifestações do estético, mas foi-o – talvez acima de tudo – na maneira tenaz e profunda como procurou interseccionar as mais variadas posições teóricas ou filosóficas da modernidade de modo a produzir um pensamento estético pessoal que sabia qual a enorme riqueza de produzir ideias em todas as direcções. Desta heterogeneidade de direcções do pensamento de Ernesto de Sousa nasce – a meu ver, de um modo necessário – uma leitura que tenha em vista compreender que o verdadeiro sujeito estético é, em primeiríssimo lugar, a própria obra de arte, ou seja, aquele sujeito que nos move multiplamente, imparavelmente e infindavelmente.

Paula Mendes da Silva


 

Mariana Pinto dos Santos 

Título: Révolution je t’aime encore. A revolução permanente de Ernesto de Sousa

Resumo: Proponho abordar o carácter de «revolução permanente» que se pode identificar nas propostas, reflexões e atitudes artísticas de Ernesto de Sousa ao longo do seu percurso, focando em particular o papel que a fotografia — e correlativa montagem — teve no desenvolvimento da sua concepção de arte; e como essas propostas, reflexões e atitudes acompanharam, de forma desalinhada, os debates seus contemporâneos. Serão abordados a apropriação, reciclagem e diálogo inter-cronológico que enformam grande parte da sua produção artística, mas postos em relação com acontecimentos políticos e artísticos, tendo em conta o papel que estes puderam ter na reactualização e reconfiguração permanente de uma ideia de arte politizada.

CV

Mariana Pinto dos Santos, historiadora da arte, doutorada em História e Teoria pela Facultat de Belles Arts - Universitat de Barcelona, investigadora integrada do Instituto de História da Arte, FCSH-UNL e professora convidada no departamento de História da Arte da mesma faculdade. É autora do livro Vanguarda & Outras Loas, Lisboa: Assírio & Alvim (2007) e de diversos estudos e ensaios publicados em catálogos, livros e revistas internacionais, sobre história da arte contemporânea, modernidade e modernismo, teoria e historiografia da arte. Co-editora da Obra Literária de Almada Negreiros (Assírio & Alvim) e da revista Intervalo (Pianola/Vendaval). Curadora independente, tendo organizado, entre outras exposições, a exposição na Fundação Calouste Gulbenkian, José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno (3 Fev - 5 Jun 2017). É co-responsável pelo projecto de investigação Iberian Modernisms and the Primitivist Imaginary (AAC nº 02/SAICT/2017 – 029837). É editora nas Edições do Saguão.

Hugo Canoilas (almoço)

Título: A Operação Estética

Resumo: “Operador estético” é o nome que Ernesto de Sousa utilizou para qualificar a sua actividade, que excede a soma das actividades de artista, curador, historiador, crítico, realizador, etc.

O “operador estético” funciona em prol da cena artística alastrando a sua intervenção para o quotidiano – o real, e as pessoas nesse real. A sua actividade é desenvolvida em função de um todo – que engloba o desenvolvimento da cena artística e o mundo lá fora, sendo desta forma responsável pelo desenvolvimento heteróclito da sua obra.

CV

Hugo Canoilas reside em Viena, Áustria.

Canoilas fez a sua licenciatura em Artes plásticas na ESAD das Caldas da Rainha em 2000 e obteve o seu mestrado no Royal College of Art de Londres, em 2006. No ano em curso, Canoilas foi co-editor da publicação OEI #80–81: “The zero alternative: Ernesto de Sousa and some other aesthetic operators in Portuguese art and poetry from the 1960s onwards”, curador  da exposição  “Supergood– diálogos com Ernesto de Sousa”, no MAAT em Lisboa, co-curador com Tobi Maier e Isabella Lenzi da exposição “Nós não estamos algures”, na galeria de exposições do Consulado de São Paulo no Brasil, com uma publicação dedicada exclusivamente a essa obra, e também curador da exposição “Antes desse ouro”, na Galeria Quadrado Azul, no Porto.

A sua obra tem sido apresentada regularmente em exposições em Portugal desde 2001 e no estrangeiro desde 2006, tendo recebido recensões críticas nas revistas Mousse, ArtReview, Contemporanea, Frieze, Metropolis M, FlashArt e nos jornais The Guardian, Observer, Público e Expresso.

Isabel Alves (almoço)

Título: ARE YOU INNOCENT? 

Resumo: A partir desta questão Ernesto de Sousa elabora o projecto de inquérito, não concluído, I am Innocent. O trabalho compreendia quatro fases: envio de inquérito com as perguntas "Are you innocent?", "Are you guilty?" e "Whose guilt is it?", baseadas no Livro de Job; trabalho sonoro colectivo com músicos e amigos de centros internacionais dedicados a estudos intermedia; elaboração de uma escultura colectiva, recorrendo ao vídeo, computadores e meios artesanais; e criação de uma plataforma de discussão sobre o tema e o desenvolvimento deste trabalho. Ponto de partida para um olhar sobre a atividade intermédia do autor.

CV

Isabel Alves
Desde 1988 dinamiza o espólio Ernesto de Sousa (EdS). Co-fundou a Bolsa Ernesto de Sousa e o Centro  de Estudos Muldisciplinares Ernesto de Sousa -CEMES. Entre 1969 e 1988 colaborou com Ernesto de Sousa na realização e produção de filmes, exposições e espectáculos mixed-media. Colaborou com José Miranda Justo, na publicação do livro Ser Moderno em Portugal, uma colectânea de textos de EdS.  Em 2012 publicou em São Paulo, Brasil,  Oralidade, Futuro da Arte e outros Textos, de autoria de EdS.  Em 1994 produziu e apresentou no CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, o mixed-media Almada, um Nome de Guerra. Foi curadora e coordenadora do catálogo da exposição Revolution My Body – Colecção de Cartazes de Ernesto de Sousa. Desde 2000 é Coordenadora da Colecção Berardo. É gestora de conteúdos do site www.ernestodesousa.com.

Emília Tavares (almoço)

Título: Revolução e Estética Total

Resumo: Ernesto de Sousa problematizou, de forma consistente, o papel dos mass media e de uma nova cultura visual na construção de uma revolução social e estética.

Esta comunicação abordará os aspectos fundamentais dessa teorização em contexto com a história da arte portuguesa da época, caracterizando-a também no quadro dos confrontos ideológicos que Ernesto de Sousa encontrará no seio das directivas culturais da Revolução de 1974.

CV

Curadora de Fotografia e Novos Media e responsável pela colecção nesta área no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (Lisboa). Mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É investigadora de História da Fotografia Portuguesa, tendo publicado inúmeros estudos sobre o tema. Comissariou diversas exposições na área da história da fotografia portuguesa e da arte contemporânea no MNAC-MC e noutras instituições. Publica regularmente estudos sobre Fotografia e Cultura Portuguesa em projectos editoriais nacionais e internacionais. É professora assistente convidada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto.

José Miranda Justo (almoço)

Título: «Das heterogeneidades de Ernesto de Sousa à obra de arte como sujeito»

Resumo: Ernesto de Sousa foi, a vários títulos, um heterogéneo. Foi-o na imensa proliferação de actividades que levou a cabo, foi-o igualmente na sua atenção voluntariamente dispersa por inúmeras manifestações do estético, mas foi-o – talvez acima de tudo – na maneira tenaz e profunda como procurou interseccionar as mais variadas posições teóricas ou filosóficas da modernidade de modo a produzir um pensamento estético pessoal que sabia qual a enorme riqueza de produzir ideias em todas as direcções. Desta heterogeneidade de direcções do pensamento de Ernesto de Sousa nasce – a meu ver, de um modo necessário – uma leitura que tenha em vista compreender que o verdadeiro sujeito estético é, em primeiríssimo lugar, a própria obra de arte, ou seja, aquele sujeito que nos move multiplamente, imparavelmente e infindavelmente.

CV

Professor Associado aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, no qual dirige actualmente o projecto de investigação «Experimentação e Dissidência», financiado pela FCT. Membro do CEMES. Artista plástico entre 1980 e 2004, realizou cerca de 20 exposições individuais e participou em mais de 30 exposições colectivas no país e no estrangeiro. Foi por várias vezes artista premiado em bienais nacionais. Em 2004, abandonou a actividade plástica para poder dedicar-se inteiramente à investigação. Tem inúmeras publicações, em particular nas áreas da estética, da filosofia da arte, da história da filosofia da linguagem, da filosofia da história, dos estudos de tradução e dos estudos deleuzianos.


 

Mariana Pinto dos Santos (almoço)

Título: Révolution je t’aime encore. A revolução permanente de Ernesto de Sousa

Resumo: Proponho abordar o carácter de «revolução permanente» que se pode identificar nas propostas, reflexões e atitudes artísticas de Ernesto de Sousa ao longo do seu percurso, focando em particular o papel que a fotografia — e correlativa montagem — teve no desenvolvimento da sua concepção de arte; e como essas propostas, reflexões e atitudes acompanharam, de forma desalinhada, os debates seus contemporâneos. Serão abordados a apropriação, reciclagem e diálogo inter-cronológico que enformam grande parte da sua produção artística, mas postos em relação com acontecimentos políticos e artísticos, tendo em conta o papel que estes puderam ter na reactualização e reconfiguração permanente de uma ideia de arte politizada.

CV

Mariana Pinto dos Santos, historiadora da arte, doutorada em História e Teoria pela Facultat de Belles Arts - Universitat de Barcelona, investigadora integrada do Instituto de História da Arte, FCSH-UNL e professora convidada no departamento de História da Arte da mesma faculdade. É autora do livro Vanguarda & Outras Loas, Lisboa: Assírio & Alvim (2007) e de diversos estudos e ensaios publicados em catálogos, livros e revistas internacionais, sobre história da arte contemporânea, modernidade e modernismo, teoria e historiografia da arte. Co-editora da Obra Literária de Almada Negreiros (Assírio & Alvim) e da revista Intervalo (Pianola/Vendaval). Curadora independente, tendo organizado, entre outras exposições, a exposição na Fundação Calouste Gulbenkian, José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno (3 Fev - 5 Jun 2017). É co-responsável pelo projecto de investigação Iberian Modernisms and the Primitivist Imaginary (AAC nº 02/SAICT/2017 – 029837). É editora nas Edições do Saguão.

Hugo Canoilas (almoço)

Título: A Operação Estética

Resumo: “Operador estético” é o nome que Ernesto de Sousa utilizou para qualificar a sua actividade, que excede a soma das actividades de artista, curador, historiador, crítico, realizador, etc.

O “operador estético” funciona em prol da cena artística alastrando a sua intervenção para o quotidiano – o real, e as pessoas nesse real. A sua actividade é desenvolvida em função de um todo – que engloba o desenvolvimento da cena artística e o mundo lá fora, sendo desta forma responsável pelo desenvolvimento heteróclito da sua obra.

CV

Hugo Canoilas reside em Viena, Áustria.

Canoilas fez a sua licenciatura em Artes plásticas na ESAD das Caldas da Rainha em 2000 e obteve o seu mestrado no Royal College of Art de Londres, em 2006. No ano em curso, Canoilas foi co-editor da publicação OEI #80–81: “The zero alternative: Ernesto de Sousa and some other aesthetic operators in Portuguese art and poetry from the 1960s onwards”, curador  da exposição  “Supergood– diálogos com Ernesto de Sousa”, no MAAT em Lisboa, co-curador com Tobi Maier e Isabella Lenzi da exposição “Nós não estamos algures”, na galeria de exposições do Consulado de São Paulo no Brasil, com uma publicação dedicada exclusivamente a essa obra, e também curador da exposição “Antes desse ouro”, na Galeria Quadrado Azul, no Porto.

A sua obra tem sido apresentada regularmente em exposições em Portugal desde 2001 e no estrangeiro desde 2006, tendo recebido recensões críticas nas revistas Mousse, ArtReview, Contemporanea, Frieze, Metropolis M, FlashArt e nos jornais The Guardian, Observer, Público e Expresso.

Isabel Alves (almoço)

Título: ARE YOU INNOCENT? 

Resumo: A partir desta questão Ernesto de Sousa elabora o projecto de inquérito, não concluído, I am Innocent. O trabalho compreendia quatro fases: envio de inquérito com as perguntas "Are you innocent?", "Are you guilty?" e "Whose guilt is it?", baseadas no Livro de Job; trabalho sonoro colectivo com músicos e amigos de centros internacionais dedicados a estudos intermedia; elaboração de uma escultura colectiva, recorrendo ao vídeo, computadores e meios artesanais; e criação de uma plataforma de discussão sobre o tema e o desenvolvimento deste trabalho. Ponto de partida para um olhar sobre a atividade intermédia do autor.

CV

Isabel Alves
Desde 1988 dinamiza o espólio Ernesto de Sousa (EdS). Co-fundou a Bolsa Ernesto de Sousa e o Centro  de Estudos Muldisciplinares Ernesto de Sousa -CEMES. Entre 1969 e 1988 colaborou com Ernesto de Sousa na realização e produção de filmes, exposições e espectáculos mixed-media. Colaborou com José Miranda Justo, na publicação do livro Ser Moderno em Portugal, uma colectânea de textos de EdS.  Em 2012 publicou em São Paulo, Brasil,  Oralidade, Futuro da Arte e outros Textos, de autoria de EdS.  Em 1994 produziu e apresentou no CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, o mixed-media Almada, um Nome de Guerra. Foi curadora e coordenadora do catálogo da exposição Revolution My Body – Colecção de Cartazes de Ernesto de Sousa. Desde 2000 é Coordenadora da Colecção Berardo. É gestora de conteúdos do site www.ernestodesousa.com.

Emília Tavares (almoço)

Título: Revolução e Estética Total

Resumo: Ernesto de Sousa problematizou, de forma consistente, o papel dos mass media e de uma nova cultura visual na construção de uma revolução social e estética.

Esta comunicação abordará os aspectos fundamentais dessa teorização em contexto com a história da arte portuguesa da época, caracterizando-a também no quadro dos confrontos ideológicos que Ernesto de Sousa encontrará no seio das directivas culturais da Revolução de 1974.

CV

Curadora de Fotografia e Novos Media e responsável pela colecção nesta área no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (Lisboa). Mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É investigadora de História da Fotografia Portuguesa, tendo publicado inúmeros estudos sobre o tema. Comissariou diversas exposições na área da história da fotografia portuguesa e da arte contemporânea no MNAC-MC e noutras instituições. Publica regularmente estudos sobre Fotografia e Cultura Portuguesa em projectos editoriais nacionais e internacionais. É professora assistente convidada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto.

José Miranda Justo (almoço)

Título: «Das heterogeneidades de Ernesto de Sousa à obra de arte como sujeito»

Resumo: Ernesto de Sousa foi, a vários títulos, um heterogéneo. Foi-o na imensa proliferação de actividades que levou a cabo, foi-o igualmente na sua atenção voluntariamente dispersa por inúmeras manifestações do estético, mas foi-o – talvez acima de tudo – na maneira tenaz e profunda como procurou interseccionar as mais variadas posições teóricas ou filosóficas da modernidade de modo a produzir um pensamento estético pessoal que sabia qual a enorme riqueza de produzir ideias em todas as direcções. Desta heterogeneidade de direcções do pensamento de Ernesto de Sousa nasce – a meu ver, de um modo necessário – uma leitura que tenha em vista compreender que o verdadeiro sujeito estético é, em primeiríssimo lugar, a própria obra de arte, ou seja, aquele sujeito que nos move multiplamente, imparavelmente e infindavelmente.

CV

Professor Associado aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, no qual dirige actualmente o projecto de investigação «Experimentação e Dissidência», financiado pela FCT. Membro do CEMES. Artista plástico entre 1980 e 2004, realizou cerca de 20 exposições individuais e participou em mais de 30 exposições colectivas no país e no estrangeiro. Foi por várias vezes artista premiado em bienais nacionais. Em 2004, abandonou a actividade plástica para poder dedicar-se inteiramente à investigação. Tem inúmeras publicações, em particular nas áreas da estética, da filosofia da arte, da história da filosofia da linguagem, da filosofia da história, dos estudos de tradução e dos estudos deleuzianos.


 

Mariana Pinto dos Santos (almoço)

Título: Révolution je t’aime encore. A revolução permanente de Ernesto de Sousa

Resumo: Proponho abordar o carácter de «revolução permanente» que se pode identificar nas propostas, reflexões e atitudes artísticas de Ernesto de Sousa ao longo do seu percurso, focando em particular o papel que a fotografia — e correlativa montagem — teve no desenvolvimento da sua concepção de arte; e como essas propostas, reflexões e atitudes acompanharam, de forma desalinhada, os debates seus contemporâneos. Serão abordados a apropriação, reciclagem e diálogo inter-cronológico que enformam grande parte da sua produção artística, mas postos em relação com acontecimentos políticos e artísticos, tendo em conta o papel que estes puderam ter na reactualização e reconfiguração permanente de uma ideia de arte politizada.

CV

Mariana Pinto dos Santos, historiadora da arte, doutorada em História e Teoria pela Facultat de Belles Arts - Universitat de Barcelona, investigadora integrada do Instituto de História da Arte, FCSH-UNL e professora convidada no departamento de História da Arte da mesma faculdade. É autora do livro Vanguarda & Outras Loas, Lisboa: Assírio & Alvim (2007) e de diversos estudos e ensaios publicados em catálogos, livros e revistas internacionais, sobre história da arte contemporânea, modernidade e modernismo, teoria e historiografia da arte. Co-editora da Obra Literária de Almada Negreiros (Assírio & Alvim) e da revista Intervalo (Pianola/Vendaval). Curadora independente, tendo organizado, entre outras exposições, a exposição na Fundação Calouste Gulbenkian, José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno (3 Fev - 5 Jun 2017). É co-responsável pelo projecto de investigação Iberian Modernisms and the Primitivist Imaginary (AAC nº 02/SAICT/2017 – 029837). É editora nas Edições do Saguão.

Hugo Canoilas (almoço)

Título: A Operação Estética

Resumo: “Operador estético” é o nome que Ernesto de Sousa utilizou para qualificar a sua actividade, que excede a soma das actividades de artista, curador, historiador, crítico, realizador, etc.

O “operador estético” funciona em prol da cena artística alastrando a sua intervenção para o quotidiano – o real, e as pessoas nesse real. A sua actividade é desenvolvida em função de um todo – que engloba o desenvolvimento da cena artística e o mundo lá fora, sendo desta forma responsável pelo desenvolvimento heteróclito da sua obra.

CV

Hugo Canoilas reside em Viena, Áustria.

Canoilas fez a sua licenciatura em Artes plásticas na ESAD das Caldas da Rainha em 2000 e obteve o seu mestrado no Royal College of Art de Londres, em 2006. No ano em curso, Canoilas foi co-editor da publicação OEI #80–81: “The zero alternative: Ernesto de Sousa and some other aesthetic operators in Portuguese art and poetry from the 1960s onwards”, curador  da exposição  “Supergood– diálogos com Ernesto de Sousa”, no MAAT em Lisboa, co-curador com Tobi Maier e Isabella Lenzi da exposição “Nós não estamos algures”, na galeria de exposições do Consulado de São Paulo no Brasil, com uma publicação dedicada exclusivamente a essa obra, e também curador da exposição “Antes desse ouro”, na Galeria Quadrado Azul, no Porto.

A sua obra tem sido apresentada regularmente em exposições em Portugal desde 2001 e no estrangeiro desde 2006, tendo recebido recensões críticas nas revistas Mousse, ArtReview, Contemporanea, Frieze, Metropolis M, FlashArt e nos jornais The Guardian, Observer, Público e Expresso.

Isabel Alves (almoço)

Título: ARE YOU INNOCENT? 

Resumo: A partir desta questão Ernesto de Sousa elabora o projecto de inquérito, não concluído, I am Innocent. O trabalho compreendia quatro fases: envio de inquérito com as perguntas "Are you innocent?", "Are you guilty?" e "Whose guilt is it?", baseadas no Livro de Job; trabalho sonoro colectivo com músicos e amigos de centros internacionais dedicados a estudos intermedia; elaboração de uma escultura colectiva, recorrendo ao vídeo, computadores e meios artesanais; e criação de uma plataforma de discussão sobre o tema e o desenvolvimento deste trabalho. Ponto de partida para um olhar sobre a atividade intermédia do autor.

CV

Isabel Alves
Desde 1988 dinamiza o espólio Ernesto de Sousa (EdS). Co-fundou a Bolsa Ernesto de Sousa e o Centro  de Estudos Muldisciplinares Ernesto de Sousa -CEMES. Entre 1969 e 1988 colaborou com Ernesto de Sousa na realização e produção de filmes, exposições e espectáculos mixed-media. Colaborou com José Miranda Justo, na publicação do livro Ser Moderno em Portugal, uma colectânea de textos de EdS.  Em 2012 publicou em São Paulo, Brasil,  Oralidade, Futuro da Arte e outros Textos, de autoria de EdS.  Em 1994 produziu e apresentou no CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, o mixed-media Almada, um Nome de Guerra. Foi curadora e coordenadora do catálogo da exposição Revolution My Body – Colecção de Cartazes de Ernesto de Sousa. Desde 2000 é Coordenadora da Colecção Berardo. É gestora de conteúdos do site www.ernestodesousa.com.

Emília Tavares (almoço)

Título: Revolução e Estética Total

Resumo: Ernesto de Sousa problematizou, de forma consistente, o papel dos mass media e de uma nova cultura visual na construção de uma revolução social e estética.

Esta comunicação abordará os aspectos fundamentais dessa teorização em contexto com a história da arte portuguesa da época, caracterizando-a também no quadro dos confrontos ideológicos que Ernesto de Sousa encontrará no seio das directivas culturais da Revolução de 1974.

CV

Curadora de Fotografia e Novos Media e responsável pela colecção nesta área no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (Lisboa). Mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É investigadora de História da Fotografia Portuguesa, tendo publicado inúmeros estudos sobre o tema. Comissariou diversas exposições na área da história da fotografia portuguesa e da arte contemporânea no MNAC-MC e noutras instituições. Publica regularmente estudos sobre Fotografia e Cultura Portuguesa em projectos editoriais nacionais e internacionais. É professora assistente convidada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto.

José Miranda Justo (almoço)

Título: «Das heterogeneidades de Ernesto de Sousa à obra de arte como sujeito»

Resumo: Ernesto de Sousa foi, a vários títulos, um heterogéneo. Foi-o na imensa proliferação de actividades que levou a cabo, foi-o igualmente na sua atenção voluntariamente dispersa por inúmeras manifestações do estético, mas foi-o – talvez acima de tudo – na maneira tenaz e profunda como procurou interseccionar as mais variadas posições teóricas ou filosóficas da modernidade de modo a produzir um pensamento estético pessoal que sabia qual a enorme riqueza de produzir ideias em todas as direcções. Desta heterogeneidade de direcções do pensamento de Ernesto de Sousa nasce – a meu ver, de um modo necessário – uma leitura que tenha em vista compreender que o verdadeiro sujeito estético é, em primeiríssimo lugar, a própria obra de arte, ou seja, aquele sujeito que nos move multiplamente, imparavelmente e infindavelmente.

CV

Professor Associado aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, no qual dirige actualmente o projecto de investigação «Experimentação e Dissidência», financiado pela FCT. Membro do CEMES. Artista plástico entre 1980 e 2004, realizou cerca de 20 exposições individuais e participou em mais de 30 exposições colectivas no país e no estrangeiro. Foi por várias vezes artista premiado em bienais nacionais. Em 2004, abandonou a actividade plástica para poder dedicar-se inteiramente à investigação. Tem inúmeras publicações, em particular nas áreas da estética, da filosofia da arte, da história da filosofia da linguagem, da filosofia da história, dos estudos de tradução e dos estudos deleuzianos.