Centenário

Centenário
A Revolução como Obra de Arte [Nós Não Estamos Algures], postal, 1978

CENTENÁRIO DE ERNESTO DE SOUSA 1921 / 2021 - 22

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CEMES NEWSLETTER  - 

Ciclo Ernesto de Sousa na Appleton Associação Cultural


A Appleton Associação Cultural apresenta de 8 a 22 de abril o Ciclo Ernesto de Sousa, para celebrar o centenário deste artista experimental e livre, que se dedicou-se ao estudo, divulgação e prática das artes, crítica e ensaística, à fotografia, ao cinema, à curadoria e ao teatro, um programa dividido entre o antes e o depois do dia do seu aniversário, a 18 de abril.


O Ciclo arranca com a inauguração da exposição Revolution My Body no. 2 , um trabalho de 1976 que consiste na projeção de um filme em Super8 e que convida à intervenção do público sobre 3 folhas de papel/ecrã. No domingo dia 18 de abril, data em que Ernesto de Sousa cumpriria o seu 100º aniversário, a Appleton estará excepcionalmente aberta entre as 10h e as 13h, para que o público possa assistir a uma intervenção especial na obra. 

Nesse mesmo dia, vai ser lançado o primeiro episódio da terceira temporada do Appleton Podcast que será uma conversa dedicada a Ernesto de Sousa e ao seu centenário entre David Maranha, Isabel Alves e Vera Appleton.


Esta celebração conta também com as apresentações a solo de Rafael Toral e Pedro Sousa, nos dias 16  e 22 de abril – (19h às 21h em contínuo)  respetivamente. Estes dois artistas receberam a Bolsa Ernesto Sousa (BES) e representam da melhor forma o espírito desta iniciativa, que durante 20 anos continuou o trabalho de divulgação ao qual sempre se dedicou. Rafael Toral foi o segundo a receber esta bolsa, em 1994, e Pedro Sousa foi o último contemplado com esta iniciativa que inspirou várias gerações do experimentalismo e da vanguarda portugueses na realização de projectos intermedia em residência na Experimental Intermedia Foundation, Nova Iorque, com o apoio da FLAD e Fundação Calouste Gulbenkian 1992-2013.À semelhança da Revolution My Body no. 2, estes concertos têm um limite muito reduzido de assistência em sala, de modo a respeitar as normas sanitárias em vigor. Com um desenvolvimento contínuo, os dois concertos foram pensados para uma audiência em permanente rotação.


Por fim, será apresentada pela primeira vez ao público a totalidade dos carimbos de Ernesto de Sousa, uma presença constante na sua prática artística, curatorial, bem como a mail art que trocava com artistas em todo o mundo.


A organização do Ciclo Ernesto de Sousa está a cargo de David Maranha (BES 1997) e Manuel Mota (BES 1995), em colaboração com Isabel Alves (CEMES), e é uma das várias homenagens ao artista, que algumas instituições portuguesas vão também prestar ao longo do ano. Este ciclo conta com o apoio da DGARTES e MNAC, que gentilmente cedeu a obra Revolution My Body Nr.2.
Este ciclo é de entrada gratuita. 

Imagem: Revolution My Body no. 2 > Intervenção de Wolf Vostell. SACOM 1, Museu Vostell, Malpartida de Cáceres, 1978
PROGRAMA CICLO ERNESTO DE SOUSA_ 8 a 22 de abril

APPLETON BOX

Revolution My Body no. 2_ 8 a 22 abril
Coleção de Carimbos Ernesto de Sousa_ 8 a 22 de abril

Intervenção Dia de Aniversário_ 18 de abril, 10h às 13h
Lançamento Appleton Podcast (conversa entre Isabel Alves, Vera Appleton e David Maranha)_

APPLETON GARAGEM
Apresentação Rafael Toral_ 16 abril, 19h às 21h (em contínuo)
Apresentação Pedro Sousa_ 22 de abril, 19h às 21h (em contínuo)

Appleton Associação Cultural
Rua Acácio Paiva nº27 r/c
1700-004 Lisboa
www.appleton.pt

Mais informações e marcações de entrevistas:
Rita Bonifácio | ritabonifacio@paristexas.pt | 918453750 A

A obra doada pelo CEMES ao MNAC em 2016, e emprestada à Appleton,  é constituída por filme (Super 8; cor; sem som) digitalizado, projetado sobre folhas brancas (ecrã), cada uma com uma inscrição serigráfica "o teu corpo é o meu corpo" e um manifesto que convida à intervenção do público sobre o ecrã, quando a  projeção é interrompida. Duração variável. 1976. Segundo as indicações do autor, a projeção deve ser acompanhada pelos ecrãs intervencionados nas performances anteriores, nomeadamente os de Malpartida, 1976, com a intervenção de Wolf Vostell e outros artistas presentes na SACOM 1.

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CEMES NEWSLETTER -  1 MARÇO 2021

COLÓQUIO CENTENÁRIO DE ERNESTO DE SOUSA
CALL FOR PAPERS, ATÉ 31 MAR.21

Lançamento: Janeiro 19, 2021 · by Instituto de História da Arte
Colóquio 02 de junho de 2021, Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian
Co-organização BAA FCG e IHA/NOVA FCSH (Projeto PIM), em articulação com o Museu Calouste Gulbenkian

A 18 de abril de 2021 cumpre-se o centenário do nascimento de Ernesto de Sousa, que desde os anos quarenta do século XX até ao seu falecimento, a 6 de Outubro de 1988, teve um papel fundamental nas artes em Portugal e marcou as gerações de artistas que vieram a trabalhar depois do 25 de abril. Para assinalar o seu centenário, o Museu Calouste Gulbenkian apresentará a obra mixed-media de Ernesto de Sousa Luiz Vaz 73 no Grande Auditório, em colaboração com o Serviço de Música. Em paralelo e em articulação com esta programação, a Biblioteca de Arte organiza com o Instituto de História da Arte da NOVA FCSH o Colóquio Centenário Ernesto de Sousa no dia 2 de junho.


Call for papers

Desdobrando-se por várias atividades e interesses, anti-especialista por escolha e vocação, Ernesto de Sousa destacou-se na realização e na crítica de cinema, no cineclubismo, na fotografia, no estudo da arte popular, na crítica de arte, no teatro, e depois no cinema experimental, no happening, na performance, no movimento Fluxus e sua introdução em Portugal, na arte multimédia, e, ao mesmo tempo, na promoção de encontros entre artistas, e entre artistas e públicos (ficou famosa a sua sessão de projeção de swiper-slides da Documenta de Kassel que visitou em 1972). Colaborou em diversas publicações, foi autor de livros, dirigiu revistas, teorizou uma versão heterodoxa de neo-realismo, e mais tarde de arte experimental. Nos vários caminhos criativos que percorreu, Ernesto de Sousa defendeu sempre o derrube de fronteiras entre arte e vida, e em Bertolt Brecht, Joseph Beuys, Wolf Vostell, Almada Negreiros ou Rosa Ramalho e Franklin Vilas-Boas Neto elegeu as suas figuras tutelares. Acarinhou um conjunto de artistas fundamentais do pós-25 de Abril, foi curador de exposições e de eventos artísticos coletivos, fez várias exposições individuais e concebeu a Alternativa Zero em 1977, exposição-acontecimento, que marcou a arte portuguesa contemporânea. Comissariou a representação portuguesa na Bienal de Veneza três vezes, participando numa obra coletiva com Ana Hatherly, João Vieira, Ernesto de Melo e Castro e António Sena (1980), e depois escolhendo Helena Almeida (1982) e José Barrias (1984).

O Colóquio Centenário de Ernesto de Sousa pretende evocar o crítico, realizador, teórico, operador estético, para promover a discussão e partilha dos estudos mais recentes sobre o seu trabalho e a sua importância no contexto da arte contemporânea. Apelam a propostas de comunicações de 20 minutos sobre Ernesto de Sousa que abordem um ou mais dos seguintes temas a ele associados:

  • Crítica de arte, crítica de cinema
  • Etnografia e arte popular
  • História da escultura em Portugal
  • Fotografia
  • Neo-realismo
  • Arte experimental, arte Fluxus
  • Cinema neo-realista, cinema experimental
  • Teatro, happening, performance, instalação
  • Cineclubismo
  •  Curadoria
  • Vanguarda e neo-vanguarda
  • Mail-art
  • Mixed-media
  • Redes artísticas
  • Arte e revolução

Os resumos das propostas de comunicação deverão ter um máximo de 300 palavras e deverão ser acompanhados da identificação dos proponentes incluindo:

  • Nome;
  • Afiliação institucional;
  • Contacto de e-mail e telefone (se possível);
  • Pequena nota biográfica de, no máximo, 4/5 linhas.

As propostas poderão ser enviadas para [ernestodesousa2021@gmail.com] até dia 8 de março de 2021. Até dia 15 de abril de 2021 serão anunciadas as propostas selecionadas. O colóquio será filmado e as gravações serão parcialmente disponibilizadas online. Haverá uma seleção (mediante revisão por pares) das comunicações apresentadas para publicar num número especial da revista do Instituto de História da Arte (série W), a ser lançado no final de 2021.

Comissão organizadora
Ana Barata, BA FCG
Mariana Pinto dos Santos, IHA/NOVA FCSH, co-IR Projeto PIM

Comissão científica
Afonso Ramos, IHA/NOVA FCSH
Ana Barata, Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian
Isabel Alves, CEMES
Mariana Pinto dos Santos, IHA/NOVA FCSH
Ricardo Nicolau, Museu de Serralves
Rita Fabiana, Museu Calouste Gulbenkian

Mais informação 

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CEMES NEWSLETTER  2 JUNHO 2021

APRESENTAÇÃO DO MIXED MEDIA LUIZ VAZ 73
NO PALCO DO GRANDE AUDITÓRIO, FCG, 2 JUNHO 2021 

Para a sua apresentação, agora como uma obra da Coleção do CAM, a Fundação Calouste Gulbenkian  tem estado a reunir uma equipa pluridisciplinar na qual contam com a colaboração  de Jaime Reis. O Serviço de Música ,e os Serviços Centrais, estão a trabalhar com a Biblioteca de Arte para articula ção deste espetáculo com as conferencias e mesas redondas que estão a organizar.

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CEMES NEWSLETTER 

Está previsto para breve o lançamento de um livro sobre a fotografia de Ernesto de Sousa na coleção Ph (6)  da INCM, dirigida por Cláudio Garrudo, com um ensaio de Emília Tavares e design de Paulo Condez. 

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CEMES NEWSLETTER

ERNESTO DE SOUSA, EXERCÍCIOS DE COMUNICAÇÃO POÉTICA
E OUTROS OPERADORES ESTÉTICOS

Exposição comissariada por Lilou Vidal

A exposição do centenário do artista acontece em duas salas das galerias municipais, a Galeria Quadrum e a Galeria da Índia, de 13 de Novembro de 2021 a 27 de Fevereiro de 2022.

Esta exposição baseada no legado de Ernesto de Sousa, artista, poeta, cineasta curador, irá explorar a sua obra e o seu arquivo através de uma abordagem intergeracional e transhistórica. 

Refletindo sobre a complexidade de enquadrar ou encapsular as práticas multifacetadas da obra de Ernesto de Sousa (e sua definição caleidoscópica de arte através da alteridade e da vida), esta mostra, tentará apresentar os diferentes aspectos da sua obra e transformar o poder do Arquivo, de uma forma que não categoriza, mas corrige, relê, alitera, desloca ou ativa. 

Uma geração actual de artistas portugueses e internacionais é convidada a dialogar com a obra e a prática idiossincrática desta grande figura da vanguarda portuguesa com intervenções pontuais.

Mais do que uma exposição coletiva, ou uma mostra individual, pura retrospectiva, o formato desta exposição visa questionar o mecanismo da exposição monográfica através da liminaridade e da inclusividade da inserção de obras, documentos, peças sonoras, mas também leituras, performances, projeções, conferências em colaboração com os artistas convidados.

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